sexta-feira, 30 de outubro de 2015

“Em Cima Do Muro”


Olá pessoaaal, td bem?! Hoje vamos refletir sobre algo que provavelmente todos já passaram, passam ou algum dia passarão, pois é uma temática bastante vivenciada nos tempos modernos. Algum dia você já se sentiu Em Cima Do Muro?, com aquela sensação de não saber o que fazer, se perguntando se deve enfrentar o problema ou fugir dele, se sentindo paralizado totalmente?

Essa sensação de paralização é comum, principalmente nos dias atuais em que tudo é pra ontem, há muita pressa, ansiedade pra que as coisas se resolvam rapidamente e ao mesmo tempo aquela vontade de parar, respirar e entender o que está acontecendo no meio de um turbilhão de emoções...

No meio de um monte de necessidades que emergem no nosso cotidiano, sejam elas físicas, psíquicas ou emocionais, muitas vezes não conseguimos distinguir quais são as nossas prioridades, como hierarquizar essas necessidades de forma a satisfazê-las adequadamente e no tempo certo de cada uma. Quais serão as primeiras a serem resolvidas, como, quando e onde?

Com tantas situações, tantos problemas na cabeça, tantas decisões a tomar tem vezes que o cérebro “pifa” e não dá sequência a nada. Assim, a pessoa não consegue escolher entre tantas opções, não se posiciona, não se mantém no presente, sua mente está no passado ou no futuro, perdendo a capacidade de se concentrar no agora, no que é possível fazer hoje.

Dessa maneira, como uma bola de neve as questões vão se acumulando, aumentando e perdendo ainda mais o foco, afinal várias situações ficaram inacabadas, dissolvendo a possibilidade de serem finalizadas e satisfeitas plenamente. No meio do caminho sobraram pedaços soltos de possibilidades não vividas que são parte de um processo de vida interrompido, frágil, sem completude.

Como sair dessa? Tem pessoas que vivem nessa fixação de não resoluções a vida inteira e não se permitem estar no mundo de forma fluida, natural, leve. Há casos de momentos de paralisia, em que dentro de um processo de decisão a pessoa não consegue definir se vai ou se fica, se encara esse Bicho de 7 Cabeças ou se foge dele pulando o muro... Porém quando esse processo permanece por muito tempo uma luzinha vermelha se acende e se faz necessário um movimento rumo a uma definição.

Viver plenamente é estar certo de que tomou as decisões e realizou as ações adequadas que o momento te exigiu, tendo a consciência que a melhor escolha que você poderia ter feito nesse determinado momento foi justamente a que você fez, se sentindo livre e pronto pra mais um passo no tempo presente.


Maíra de Melo Sathler
CRP: 05/48726 





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